O dia seguinte começou sem pressa.
Helena acordou com a luz filtrada pelas cortinas, o corpo ainda envolto na presença dele. Arthur dormia ao lado, uma das mãos entrelaçada à dela, como se o sono também tivesse escolhido não deixá-los escapar. Havia algo de sagrado naquele silêncio — não o silêncio que esconde, mas o que acolhe.
Ela ficou ali por um tempo, observando os traços dele suavizados pela calma. Pensou em todas as versões de Arthur que conhecera: o chefe inflexível, o homem gentil, o c