— Exato. — Minha voz foi baixa, cortante. — Eu posso ser um monstro, mas não me interessa ferir quem nunca fez mal. Ela precisa parecer morta. Eles precisam de prova. Sem prova, as dúvidas corroem. Com prova, e sei que fecham os olhos e aceitam a versão que eu dou.
Foi quando notei a tesoura de poda sobre o aparador, lâminas gastas, cabo envernizado. O metal cintilou num reflexo curto, e a ideia se firmou como uma faca afiada na minha cabeça.
— Eles vão querer ver sangue. — Falei, andando at