Meus planos

Ficou claro que era a minha vez de entrar no quarto. A porta rangeu quando a abri e o cheiro de antisséptico misturado com vinho velho me atingiu primeiro. Gregor estava deitado, prostrado num monte de almofadas, a pele do rosto com um tom estranho, havia um sútil inchaço discreto nas pálpebras e o pescoço ainda denunciava aquela rigidez de quem lutara para respirar. Não era bonito, nunca foi. Mesmo assim, era o mesmo homem que comandava com medo e punição; agora, reduzido, cheirava a vulnerabilidade e isso me deu uma satisfação cortante.

Ele me acenou, a voz fraca, mas firme no costumeiro tom de autoridade que mesmo a doença não conseguiria apagar.

— Entre, Erick. Fechem a porta. — mandou aos guardas, e a porta bateu atrás de mim, deixando apenas o som leve dos passos lá fora.

Sentei-me na beirada de uma cadeira, mantendo a expressão neutra. A máscara tinha que ser perfeita: sombra de um assassino sem alma. Olhei para ele, calculei a respiração, as micro expressões. Ele sorriu,
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