Ficou claro que era a minha vez de entrar no quarto. A porta rangeu quando a abri e o cheiro de antisséptico misturado com vinho velho me atingiu primeiro. Gregor estava deitado, prostrado num monte de almofadas, a pele do rosto com um tom estranho, havia um sútil inchaço discreto nas pálpebras e o pescoço ainda denunciava aquela rigidez de quem lutara para respirar. Não era bonito, nunca foi. Mesmo assim, era o mesmo homem que comandava com medo e punição; agora, reduzido, cheirava a vulnera