O som do segundo tiro ainda tremia no ar quando eu vi o sangue quente escorrer pela fresta da porta. O medo me agarrou a garganta e tudo dentro de mim se desfez em pânico puro, pernas bambas, mãos coladas na madeira. Bati com os dois punhos até doer, até o nó nas palmas arder, mas a porta não cedeu.
Do lado de fora, alguém gritava; reconheci o timbre de Natasha, cortado pela angústia.
Ouvi passos atrás de mim, leves, calculados. Um clique metálico rente à minha nuca fez cada fio de cabelo na