Eu observava tudo em silêncio. Por dentro, a náusea subia. Mas precisava manter o papel. Infelizmente ver a Rachel passar por isso, era um mal necessário.
Deu um passo à frente, a sombra caindo sobre a garota.
— Deixem comigo. — A minha voz saiu grave, firme.
Os guardas se entreolharam, desconfiados.
— Vai acabar logo com isso? — um deles perguntou.
Outro riu. — Ou vai se divertir primeiro? — Ele alisou o pau descaradamente.
Houve uma onda de risadas, e até a Madre Ágatha sorriu de forma amarga.
— Faça como quiser, senhor Eric — disse ela, quase num sussurro venenoso. — Desde que ela sofra.
Fui automaticamente invadido por um sentimento de aversão.
A garota entrou em pânico, tentando arrastar-se para trás, as pernas tremendo.
— Não! Não, por favor! — gritou. — Eu juro, não fui eu! Eu faço qualquer coisa, mas não me machuca!
As súplicas só aumentaram a diversão dos outros.
Eu mantive o rosto impassível. Caminhei até ela, puxei-a pelo braço e ergui o pequeno frasco vazio q