— Quando eu era pequena… — murmurei — eu acho que conseguia amá-lo. Mesmo com as restrições, com as punições, com as rezas intermináveis. Mesmo com tudo. Mas depois… — balancei a cabeça, rindo sem humor — conforme eu fui crescendo, foi ficando impossível. Eu não conseguia ver ele como um pai.
Senti o ar ficar mais denso, e continuei, antes que a coragem me faltasse.
— Na noite do meu aniversário… — a lembrança veio com um arrepio — eu recebi um drink no meu quarto. Achei que fosse um presente