— Você acha que uma “surpresa” justifica colocar meu território em risco? — falei devagar, deixando a sentença cair pesada. Era um pouco de exagero, mas eu realmente queria que ela sentisse medo. — Aqui não há espaço para erros, Gabi. Cada ação tem consequência. Sabe o que fazemos aqui?
Ela engoliu, os dedos brancos na madeira da mesa. — T-tenho uma ideia… — murmurou, a voz fina.
— Se tem ideia, então já sabe — cortei. — Punição não escolhe sexo. E aqui, não poupamos nem mulheres.
O rosto dela empalideceu; vi a coragem e o desejo desaparecerem como fumaça. Alexei permaneceu atrás de mim, cruzando os braços, com aquele sorriso cruel que sempre encontrava prazer na humilhação alheia.
— Agora me diga — continuei, frio — quem mais sabia disso?
O silêncio esmagou a sala por alguns segundos. Quando ela finalmente falou, a derrota soou em cada sílaba:
— Eu… eu e as meninas. A Nat não sabia, era surpresa.
Alexei riu baixo, como se aquela confissão fosse o troféu que esperava.
— Que be