Obrigado pela visita. E pelo caos
Helena
As semanas seguintes passaram num ritmo que eu nem sei explicar.
Os dias se misturavam com as noites, o som do choro da Aurora já era parte da trilha sonora da casa.
Eu vivia com o cabelo preso de qualquer jeito, uma caneca de café na mão e uma sensação constante de que meu peito ia explodir — de amor e de medo ao mesmo tempo.
Arthur tentava ajudar. Às vezes dava certo. Às vezes, nem tanto.
Ele aprendeu a segurar a mamadeira, a trocar fralda e até a cantar pra ela dormir — desafinado,