A casa estava silenciosa, como se o mundo inteiro tivesse decidido respeitar aquele momento.
O quarto de Aurora era suave — cortinas brancas, um abajur de luz amarelada, o berço que Arthur mandou fazer sob medida, com o nome dela bordado no enxoval.
Depois da mamada, ela dormia tranquila nos meus braços, com aquele suspiro miúdo que só os bebês sabem dar. Fiquei ali, observando cada traço do rostinho dela, a boquinha que se mexia mesmo em sonho, as mãos minúsculas que ainda buscavam o meu toqu