O bar estava mais cheio do que o normal.
Gente falando alto, copos tilintando, risadas que iam e voltavam como ondas. Eu já tinha perdido a conta de quantas vezes tinha limpado o balcão, trocado copos, anotado pedidos errados e sorrido por pura educação.
Rafa passava com uma bandeja na mão e um olhar de quem também já estava contando os minutos pra fechar.
O cheiro de cerveja misturado com fritura parecia grudar no ar — e em mim.
Apoiei as mãos no balcão e respirei fundo.
Mais um turno. Só m