O restaurante era um daqueles lugares que pareciam flutuar fora do tempo. Luz baixa, mesas pequenas, velas acesas e o som suave de um piano ao fundo. Um garçom nos guiou até uma mesa perto da janela, de onde dava pra ver o reflexo das luzes da cidade dançando no vidro.
Gustavo puxou minha cadeira, um gesto tão simples, mas feito com um cuidado que me desmontou. Ele sempre fazia isso — os detalhes que ninguém mais via.
— Tá bonito aqui — comentei, tentando disfarçar o nervosismo.
Ele assentiu, o