A cozinha cheirava a erva-doce e bolo simples, daqueles que minha avó fazia sem receita, só no olho e no coração. Sentamos as três em volta da mesa, com as xícaras fumegantes entre as mãos.
— Você precisa comer direito, menina — ela resmungou, empurrando uma fatia generosa de bolo na minha direção. — Não é só porque vive naquele palácio que vai esquecer da comida de verdade.
Minha mãe riu baixinho, enxugando os olhos ainda marejados.
— Escuta a vó. Ela acha que chá resolve tudo.
— E resolve me