Mundo de ficçãoIniciar sessãoCamélia nunca quis fazer parte desse mundo. Ela nem se quer sabia que esse mundo existia. Nunca quis se prender a profecias, matilhas ou destinos traçados. Mas desde que pisou em Serra dos Riachos, tudo ao seu redor parece querer empurrá-la para um caminho que não escolheu. Kael Braga é o Alfa Supremo. Forte, implacável, destinado a liderar. E, até pouco tempo atrás, tinha certeza de que sua predestinada era outra. Mas então Camélia apareceu. E nada mais fez sentido. O vínculo que os une é inegável. Mas ela se recusa a aceitá-lo. Ele não pode ignorá-lo. Entre brigas, desafios e um fio vermelho que os conecta contra a vontade, Camélia e Kael precisarão descobrir se o destino pode ser desafiado... ou se estão apenas adiando o inevitável.
Ler maisO sol da manhã acariciava Serra dos Riachos, refletindo nos olhos de cada lobo, de cada guardiã, de cada visitante que passava pela cidade. Havia algo diferente no ar: não era apenas luz, mas paz, alívio e alegria, como se toda a Serra respirasse em harmonia depois de tanto tempo de tensão. No centro do Luar, Kael segurava Camélia nos braços, o bebê recém-nascido aconchegado junto a ela. O pequeno dormia tranquilo, alheio ao mundo, mas já carregava o brilho do vínculo predestinado. Cada gesto de Kael e Camélia irradiava amor e ternura, e a Serra inteira parecia responder, vibrando em reconhecimento. — Ele é perfeito… — murmurou Camélia, sorrindo e acariciando os fios delicados de cabelo do bebê. — Nosso vínculo, nossa continuação. Kael aproximou o rosto, tocando a testa na dela com leveza. — Perfeito e forte, Camélia. Cada batida do coração dele confirma que fizemos tudo certo. O bebê abriu os olhos, pequenos e curiosos, e soltou um leve gemido que fez Kael rir baixinho. — El
A Serra dos Riachos nunca estivera tão viva. O vínculo de Kael e Camélia não apenas restaurara a ordem entre as matilhas e guardiãs, mas havia infundido na cidade uma energia quase palpável, como se cada pedra, cada árvore, cada sopro de vento respirasse em sintonia com eles. O Luar refletia nas folhas das árvores e no rio serpenteando pela cidade, lançando sombras dançantes e prateadas sobre o chão. Cada respiração parecia pulsar no ritmo da união deles.O turismo explodira. A cidade, antes, já famosa pelo misticismo, agora fervilhava de visitantes fascinados por lendas, história e magia. Cafés, pousadas e lojinhas que aproveitavam a aura mística da Serra viram crescimento sem precedentes. Algumas matilhas e guardiãs recém-chegadas ajudavam a conduzir os turistas, mantendo a discrição necessária, mas irradiando orgulho e alegria de ver a Serra florescendo, inclusive bruxas, que fazia eras que não visitavam a Serra.Camélia, com a barriga já evidente, caminhava lado a lado com Kael, c
Kael segurou Camélia com firmeza, o corpo dela encaixando-se perfeitamente ao dele, cada curva, cada músculo, cada suspiro. O mundo ao redor desapareceu — só existiam eles, o calor entre os corpos e o ritmo de desejo que parecia conduzir cada movimento. Ele inclinou-se, boca percorrendo o pescoço dela, lambendo, mordendo levemente, chupando com devoção, saboreando cada reação, cada estremecimento, cada suspiro.— Kael… — ela gemeu, arqueando-se contra ele, os dedos afundando nos ombros dele, puxando-o mais perto.Ele suspirou fundo, roçando o nariz contra o dela, beijando os lábios antes de mergulhar de novo no pescoço e na clavícula dela. Cada toque era devocional, cada beijo, cada mordida, cada chupada, uma promessa silenciosa de entrega total. Ela arqueava-se, sentindo o calor e a pressão do corpo dele, cada estocada ainda contida no toque, mas intensa nos pequenos movimentos, nos toques de língua, nas mãos explorando cada centímetro de pele.Kael passou a língua pelos ombros dela,
O salão da assembleia ainda ecoava com o silêncio respeitoso das matilhas e guardiãs. Kael e Camélia permaneceram no centro, mãos entrelaçadas, sentindo o ritmo da Serra pulsando entre eles. Mas o chamado não havia terminado: a Serra precisava agora do ritual completo, e o Luar exigia que fosse testemunhado por todos.— Camélia… — Kael murmurou, com um sorriso contido, mas os olhos cheios de intensidade — parece que a Serra decidiu que não podemos mais esperar.Ela apertou sua mão, um sorriso suave surgindo nos lábios.— Eu senti isso também. É… mais cedo do que esperávamos. Mas talvez seja melhor. A Serra não quer atrasos, quer paz, equilíbrio… nós.O ar ao redor parecia vibrar, sutil e insistente. Cada lobo, cada guardiã, parecia esperar o próximo passo. O casal trocou um olhar longo, silencioso, cheio de entendimento: o ritual estava prestes a começar, e era a hora de entregar-se, de confiar na força do vínculo.— Então… vamos — disse Kael, e juntos caminharam até o pátio externo.
Último capítulo