O salão da assembleia estava cheio, mas o ar carregava peso. Lobos de todas as matilhas alinhavam-se com precisão; guardiãs observavam cada gesto, cada respiração. Um silêncio denso, quase palpável, permeava o espaço. Nada se movia sem que Kael percebesse — ou permitisse.
Ele se ergueu no centro, postura firme, olhos varrendo todos os presentes. Quando a voz saiu, clara e autoritária, o ar pareceu inclinar-se:
— Que todos se apresentem — disse Kael, firme, inabalável. — Hoje, a assembleia ser