O salão da assembleia estava cheio, mas o ar carregava peso. Lobos de todas as matilhas alinhavam-se com precisão; guardiãs observavam cada gesto, cada respiração. Um silêncio denso, quase palpável, permeava o espaço. Nada se movia sem que Kael percebesse — ou permitisse.
Ele se ergueu no centro, postura firme, olhos varrendo todos os presentes. Quando a voz saiu, clara e autoritária, o ar pareceu inclinar-se:
— Que todos se apresentem — disse Kael, firme, inabalável. — Hoje, a assembleia será conduzida de acordo com nossas regras, mas também pela verdade que não pode ser ignorada. Cada matilha terá seu momento. Cada guardiã poderá intervir. Mas, antes de tudo, a voz que deve ser ouvida ao meu lado é a de Camélia.
Um murmúrio percorreu os presentes. Algumas matilhas trocaram olhares rápidos, caudas se moveram discretamente. Kael manteve o olhar firme. Camélia se ergueu ao lado dele, olhos brilhando de determinação.
— Obrigada — disse ela, calma, mas carregada de força. — Estou aqu