O salão da assembleia ainda ecoava com o silêncio respeitoso das matilhas e guardiãs. Kael e Camélia permaneceram no centro, mãos entrelaçadas, sentindo o ritmo da Serra pulsando entre eles. Mas o chamado não havia terminado: a Serra precisava agora do ritual completo, e o Luar exigia que fosse testemunhado por todos.
— Camélia… — Kael murmurou, com um sorriso contido, mas os olhos cheios de intensidade — parece que a Serra decidiu que não podemos mais esperar.
Ela apertou sua mão, um sorriso suave surgindo nos lábios.
— Eu senti isso também. É… mais cedo do que esperávamos. Mas talvez seja melhor. A Serra não quer atrasos, quer paz, equilíbrio… nós.
O ar ao redor parecia vibrar, sutil e insistente. Cada lobo, cada guardiã, parecia esperar o próximo passo. O casal trocou um olhar longo, silencioso, cheio de entendimento: o ritual estava prestes a começar, e era a hora de entregar-se, de confiar na força do vínculo.
— Então… vamos — disse Kael, e juntos caminharam até o pátio externo.