Mundo de ficçãoIniciar sessãoFelipe é um homem de presença marcante: alto, atlético, cabelos castanho-claros com um leve brilho dourado e olhos verdes que parecem enxergar tudo ao seu redor. Empresário de sucesso e líder nato, ele é confiante, implacável e tem uma aura que mistura poder e mistério. Alice, por outro lado, é doce e sensível, com longos cabelos castanhos cacheados que refletem sua personalidade gentil e intensa. Quando os caminhos de Felipe e Alice se cruzam, eles se veem atraídos um pelo outro, mesmo que o mundo ao redor pareça conspirar contra essa união. Entre encontros inesperados, tensões silenciosas e momentos de vulnerabilidade, nasce uma conexão profunda, repleta de desejo, descobertas e desafios. Enquanto Felipe luta para conciliar seu lado autoritário e controlador com sentimentos que não sabia que tinha, Alice precisa encontrar coragem para se abrir para alguém que parece impossível de ser alcançado. A história é uma mistura de romance intenso e drama emocional, onde atração, conflitos e paixão se entrelaçam, mostrando que até os corações mais fortes podem se render ao amor quando encontram a pessoa certa.
Ler maisPOV - ANDRÉ André não viu o início da cerimônia. Não viu os votos completos, nem o caminho até o “sim”. Não viu os detalhes que todo mundo contaria depois, o jeito como Felipe segurou a mão de Alice um segundo a mais, ou como a todos ficaram em silêncio quando o amor deles foi citada. Ele estava do lado de fora do coração da festa, fazendo o que sempre fez melhor: garantindo que nada desse errado. Checou entradas. Conferiu rotas. Revisou posicionamento de segurança. Repetiu, mentalmente, cada cenário possível, e como neutralizaria cada um. Trabalho limpo. Invisível. Necessário. Só que, quando tudo enfim pareceu sob controle, o rádio na mão dele chiou com uma confirmação curta. “Área principal segura.” André soltou o ar. Ajustou o paletó. E entrou. O corredor que levava ao salão principal estava quente, cheio de vozes e perfume de flores. Ele caminhava com passos firmes, pensando em checklist, em logística, em tempo. Até que o cheiro o atingiu. Não era o perfume do ambient
POV - ALICE O quarto estava cheio de movimento. Não de barulho, mas de intenção. Alice observava tudo sentada diante do espelho, enquanto o mundo acontecia ao redor dela. Vestido pendurado, tecido protegido por uma capa translúcida. Caixas abertas no chão. Profissionais entrando e saindo com cuidado quase cerimonial. Uma engrenagem inteira funcionando para que aquele dia fosse exatamente como planejado. Ela respirou fundo. A gravidez já não era segredo. Não havia tensão nisso, apenas consciência. Cada passo, cada ajuste, cada detalhe parecia carregado de significado extra. Ainda discreta, a barriga era visível o suficiente para que todos soubessem, mas íntima o bastante para continuar sendo só dela. Alice passou a mão ali, num gesto calmo. Não era nervosismo. Era presença. Liandra estava próxima à porta, atenta como sempre. Não comandava nada, não interferia, mas sua simples existência ali criava uma espécie de eixo. Segurança silenciosa. Alicerce. Lívia, irmã de Felipe, rodav
POV THIAGO Thiago não disse nada enquanto fechava a porta do carro. Caroline entrou primeiro, os movimentos rígidos, o corpo ainda carregando o resto do choque. Não chorava. Não gritava. O silêncio dela era mais preocupante do que qualquer crise. Ele observou pelo retrovisor enquanto ligava o motor. Ela estava pálida. O olhar perdido em algum ponto além do para-brisa, como se ainda estivesse presa na sala reservada do restaurante. Como se aquela cena continuasse acontecendo dentro dela. — Vamos pra casa — ele disse, finalmente. Não era um convite. Era um caminho. Caroline não respondeu. O trajeto foi curto demais para organizar pensamentos e longo demais para ignorá-los. Thiago dirigia com atenção automática, enquanto a mente revisitava tudo o que havia acabado de acontecer, as palavras de Rafael, os exames, o silêncio pesado que se instalara quando a lógica venceu o desejo. Quando chegaram, Thiago estacionou e saiu primeiro. Abriu a porta para ela sem tocar, esper
A porta se fechou atrás de Rafael com um som seco, definitivo. Não houve dramatização. Não houve ameaça. Não houve última palavra. Só o fim. Thiago permaneceu sentado por alguns segundos depois que Rafael saiu. Não por indecisão, por cálculo emocional. Ele precisava estar inteiro antes de lidar com o que vinha a seguir. E o que vinha… era Caroline. Ela ainda estava de pé, próxima à mesa, respirando rápido demais, os olhos indo da porta por onde Rafael saíra para Thiago, como se procurasse uma fenda, qualquer coisa que pudesse reverter o curso daquela conversa. — Ele não pode simplesmente ir embora — ela disse, a voz subindo um tom. — Isso não acaba assim. Thiago levantou-se devagar. Não havia pressa em seus movimentos. Pressa gera confronto. E confronto, com Caroline naquele estado, só geraria mais negação. — Acabou, Caroline — ele disse, com firmeza baixa. — Para ele, acabou. Ela riu. Um riso curto, quebrado. — Você acha que isso é tão simples assim? — apontou para o p
Thiago tinha vinte e cinco anos quando deixou Matachutes pela primeira vez. Não por fuga. Por ambição. A Matilha o criara para duas coisas: serviço público e obediência. Ele só aceitou a primeira. Desde cedo, aprendera a observar antes de falar, músculos que tensionam, intenções escondidas atrás de gestos, o tempo entre pergunta e respiração. Não era dom de lobo. Era treinamento. Ele queria o Conselho, queria política, queria estratégia. E o Conselho quis ele. Aos vinte e seis, estava sentado em mesas que homens bem mais velhos ainda chamavam de inalcançáveis. Aos vinte e oito, já assessorava dois membros seniores. Aos trinta, virou indispensável, não por amizade, mas por utilidade. Foi nessa fase que Caroline sumiu. Não sumiu literalmente, mas evaporou do radar dele. Quando Thiago partiu, ela ainda falava nele com leveza, chamando-o de “porto seguro irritante”. Eles cresceram lado a lado. Brincaram, discutiram, treinaram juntos, sobreviveram aos mesmos instrutores. Não havia
Rafael empurrou a porta da sala reservada e não olhou para trás. Não levou rancor. Não levou culpa. Levou só uma constatação simples: aquilo estava encerrado. No corredor silencioso do restaurante, ajeitou as mangas da camisa e caminhou com o foco de quem sabe exatamente o próximo passo. O relógio marcava 16h12. Ele teria tempo suficiente para o voo de volta. E lembrou da ausência de um único instinto dentro de si: não havia laço, não havia puxão no vínculo, nem o lobo reconhecia aquele filhote como seu. Fazia sentido agora. O celular vibrou. Leonel. Rafael atendeu sem rodeios: — Diga. — E então? — Leonel foi direto. — Como foi? — Dentro do esperado. O barulho constante do motor do táxi preencheu a pausa. — Precisa que eu siga acompanhando Caroline? — Leonel insistiu. Rafael observou o próprio reflexo no vidro: olhos claros, centrados, nada quebrado ali. Só decisão. — Não. Thiago assume daqui para frente. Ela não é uma ameaça. Não pra mim. Não pra Liand
Último capítulo