Mundo de ficçãoIniciar sessãoDamian Valmont não é apenas o CEO que move bilhões no transporte marítimo. Ele é o dono do jogo, o homem que decide o destino de cada carga e de cada vida que ousa cruzar seu caminho no asfalto. Ele habita coberturas de luxo onde o ar é rarefeito, mas se move com a mesma naturalidade no submundo de atividades ilícitas, onde a única lei é a dele. Ele é o bilionário arrogante que não aceita um "não" como resposta. Se Damian Valmont quer, ele toma. Valentina Rossi é a guerreira da noite, a dançarina mascarada que hipnotiza os olhares no Stardust sob o nome de "Pantera". Pra ela, a música é o compasso da sobrevivência; o palco, uma prisão temporária pra garantir o futuro do irmão e a saúde da mãe. Ela não tem tempo pra romance, muito menos pra joguinhos de ego inflamado. O destino é um desgraçado e resolveu cruzar as rotas de ataque. Valentina dançou pro empresário mais temido da cidade, sem saber que estava assinando seu próprio contrato com o inferno. Pro Damian, não foi uma apresentação; foi um decreto de posse. A "Pantera" o desafiou com o olhar, e agora a obsessão dele é um jogo frio e implacável: tê-la ao seu lado, custe o que custar. Nessa caçada perigosa, onde dívidas são compradas e ameaças são sussurradas como promessas, o amor se disfarça de desejo. Até onde a arrogância de um homem que acha que manda em tudo pode ir antes dele entender que o amor é a única coisa que ele não consegue dominar com o poder de um Valmont? O jogo do poder começou. E no Porto do Valmont, a única certeza é que a paixão proibida é o preço que ambos terão que pagar.
Ler maisPONTO DE VISTA: DAMIAN VALMONT O cheiro residual de pólvora do estande de tiro e a imagem persistente daquela dançarina estóica não saíam da minha mente, como um zumbido incômodo que se recusa a parar. Fui para o meu apartamento na cobertura, o silêncio do luxo me recebendo, mas a raiva ainda pulsava sob a minha pele. Chamei uma qualquer, uma dessas garotas de catálogo que aceitam qualquer nota alta, buscando apenas um alívio físico, bruto e desprovido de significado. Mas, a cada estocada, a cada movimento mecânico, minha mente traidora voltava para a Pantera. Eu não conseguia esquecer o estalo do tapa, a queimação na minha face e a afronta pública em meu próprio clube. Eu sou Damian Valmont. Eu não aceito um "não", e muito menos um golpe. A retaliação já estava em curso. Eu havia ordenado a demissão dela via mensagem para o Murilo, garantindo que a humilhação fosse completa e imediata. Valentina Rossi teria que sentir o gosto do asfalto. Ela teria que vir se rastejando quando perc
PONTO DE VISTA: VALENTINA Demitida. A palavra ecoava na minha mente como um projétil de alta velocidade que acaba de atravessar o meu peito. Eu conseguia sentir o impacto físico, o vácuo deixado pela notícia. Fui demitida. Como assim, demitida? O que eu fiz de tão grave? Recusei-me a deitar com um homem que acredita que o mundo é seu playground particular? Minha única transgressão foi não baixar a cabeça para um assassino arrogante, e essa era a minha punição? Senti minhas pernas cederem, a força fugindo dos meus joelhos como se o chão tivesse virado areia movediça. Eu precisava daquele emprego. Eu precisava de um empréstimo para o tratamento de Dona Cecília, e sem o meu sustento, eu não passava de uma mulher sem garantias, sem chão e com o tempo escorrendo entre os dedos. Murilo me amparou antes que eu atingisse o piso frio, levando-me para a área interna da boate e me sentando em uma poltrona de veludo. Senti a máscara de renda me sufocando, impedindo o pouco ar que ainda restav
PONTO DE VISTA: VALENTINA O asfalto sob meus pés estava gelado, a umidade da madrugada ainda subindo em uma névoa fina, mas o calor da raiva e do desespero que queimava no meu peito era o suficiente para me incendiar por inteira. Cada passo que eu dava em direção a casa pesava como se eu estivesse carregando blocos de concreto. Eu sabia, no fundo da minha alma, que precisava encontrar outra solução. Sabia que aceitar qualquer coisa vinda de Damian Valmont era como assinar um pacto com o próprio carrasco, mas os números não saíam da minha cabeça. Sessenta e dois mil e quinhentos reais. O preço da vida da minha mãe. O medo de perdê-la para aquele monstro invisível chamado câncer me corroía as entranhas mais do que o desprezo que eu sentia pelo empresário. Cheguei em casa e o cheiro de café fresco invadiu minhas narinas assim que abri a porta. Na cozinha, a cena de Dona Cecília e do Joaquim Lucas sentados à mesa parecia uma cruel miragem de normalidade. Eles sorriam, conversavam baix
PONTO DE VISTA: VALENTINABati a porta de casa com o sangue ainda fervendo nas veias. A imagem daquele desgraçado, o Damian Valmont, não saía da minha mente. O cheiro do perfume dele algo caro, amadeirado e profundamente autoritário parecia ter grudado na minha pele como uma maldição invisível. Ele achava que eu era uma mercadoria? Que bastava estalar os dedos e eu viraria sua boneca particular, dançando conforme a música que ele decidisse tocar?Nem morta. Eu não ia me submeter àquele assassino de terno sob medida. Eu ia dar um jeito, sempre dei. O destino podia tentar me derrubar, mas eu sempre levantava com o punho fechado e os dentes trincados. Eu não era uma vítima; eu era uma sobrevivente, e Damian Valmont estava prestes a descobrir que nem tudo no mundo estava à venda.A casa estava mergulhada em um breu total. O silêncio só não era absoluto por causa do chiado baixo da geladeira velha na cozinha e do som da chuva que começava a fustigar a janela da sala com violência. Dona C





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