Mundo ficciónIniciar sesiónCarolina se apaixonou por Otávio no instante em que seus olhares se cruzaram. Ele era um homem preso ao luto, viúvo e com o coração blindado contra qualquer chance de amar novamente. Ela sabia que não havia espaço para ela naquela alma marcada pela perda, mas o coração nunca obedece a alertas. Com sua juventude vibrante e intensidade sem freios, Carolina invadiu o mundo cinzento de Otávio. Devolveu cor aos seus dias, acendeu fogo onde só restava cinza e fez o coração dele bater com uma força que ele jurara nunca mais sentir. Em uma única noite de entrega absoluta, a paixão os consumiu: intensa, verdadeira, devastadora. Para Otávio, porém, aquele momento não foi suficiente para romper as correntes do passado. Fiel à memória da esposa falecida, ele escolheu o silêncio. Ignorou o que sentia, rejeitou Carolina com frieza e virou as costas para a possibilidade de recomeçar. Destruída pela rejeição, ela deixou São Domingos para trás sem olhar para trás. Levava apenas uma coisa: o fruto daquela noite inesquecível. Cinco anos depois, o destino os coloca frente a frente outra vez. Carolina retorna transformada, mais madura, mais forte e com um menino de quatro anos nos braços. Agora Otávio precisa encarar a mulher que ele feriu sem piedade… e o filho que nunca soube que existia. Para reconquistá-la, ele terá de lutar com tudo o que tem: pelo amor que um dia desprezou e pelo perdão que talvez não mereça. Porque desta vez não há mais espaço para medo ou arrependimento. Desta vez, perder Carolina significa perder tudo.
Leer másCarolina Cinco meses depois, acordo todo dia com o mesmo sentimento no peito − paz. Nunca imaginei que diria isso. Paz. Mas é isso que sinto quando abro a janela do nosso quarto e vejo o jardim florido, a cerca branca, o balanço que Otávio instalou para o Luquinha na grande mangueira. Sinto pa
Otávio Dois meses depois... O sol começa a se deitar atrás das colinas quando a música enche o jardim. Tudo ali parece saído de um sonho que eu nunca tive coragem de sonhar e que agora é real. As cadeiras brancas estão alinhadas nos dois lados do corredor improvisado, coberto de pétalas que Ro
Carolina Eu estou terminando de colocar o último bolo na vitrine quando a chuva engrossa. As gotas tamborilam no toldo como se quisessem derrubar tudo. Ótimo, penso, o dia perfeito para ficar sozinha com minha raiva. Faz três dias que voltei para Belo Horizonte. Três dias fingindo que está tud
Otávio Pego o segundo pedaço do bolo com a mão mesmo, sem nem tentar fazer pose, e mordo devagar só para ver o jeito como ela me olha, como se eu fosse um caso perdido. — Eu juro por Deus — falo, com a boca meio cheia, tentando não rir — que você faz o melhor bolo de cenoura do mundo. Ela revi










Último capítulo