CEO IMPLACÁVEL OBSESSÃO DO VALMONT
CEO IMPLACÁVEL OBSESSÃO DO VALMONT
Por: Val veiga
PRÓLOGO

🌹 PRÓLOGO: A MARCA DA PANTERA

PONTO DE VISTA: DAMIAN VALMONT

O estalo do tapa ainda ecoava no meu ouvido, mais alto que a batida escrota daquela boate de quinta categoria. O lado esquerdo do meu rosto queimava, e não era só pela força da mão dela. Era a humilhação. Era o choque de ser tocado por alguém que deveria estar de joelhos me agradecendo por cada nota de cem que eu joguei naquele palco imundo.

Eu limpei o rastro de sangue no canto da boca com o polegar e olhei pro dedo. Vermelho. O mesmo vermelho dos lábios dela sob aquela máscara de couro barata.

— Filha da puta... — rosnei pra parede vazia do camarim, enquanto o perfume dela — uma mistura de baunilha barata com o cheiro metálico da raiva — ainda tentava impregnar o meu terno de três mil dólares.

Quem aquela "Pantera" pensa que é? Ela acha que aquele metro e sessenta de audácia e aquele corpo de pecado dão a ela o direito de me desafiar? No meu mundo, o transporte marítimo não é só container e navio cargueiro; é domínio. Eu sou o dono do porto, eu sou o dono das rotas, eu sou o dono de quem respira o ar salgado daquela cidade. E ninguém, absolutamente ninguém, levanta a mão pro Damian Valmont e sai ileso.

Saí daquele camarim com o sangue fervendo, ignorando os olhares dos seguranças que tentavam ler minha cara de poucos amigos. Eu não queria saber de bajulação. Eu queria caçar.

— Damian! Espera aí, porra! — Enrico, meu irmão, veio trotando atrás de mim, com aquele sorrisinho de quem acha que a vida é uma piada. — Que cara é essa, irmão? A Pantera te deu um chá de cadeira ou o quê?

Eu parei no meio do corredor VIP, a iluminação de neon azul deixando minha sombra ainda mais sinistra na parede. Segurei o Enrico pelo colarinho, sem um pingo de paciência.

— Aquela mulher me agrediu, Enrico. Me deu um tapa na cara como se eu fosse um moleque de recado — as palavras saíram como um rosnado de bicho ferido. — E você vai me dar cada detalhe daquela mascarada. Agora.

Enrico arregalou os olhos, perdendo a graça na hora.

— Calma, Damian... Cê tá maluco? Ninguém sabe quem ela é de verdade! A "Pantera" é o mistério do Stardust. Ela chega mascarada, dança como se tivesse possuída pelo capeta, não fala com ninguém, não aceita programa e some na neblina assim que o show acaba. O Murilo protege a identidade dela como se fosse ouro.

— Então o ouro agora é meu — soltei o moleque, ajeitando meu punho da camisa. — Eu não quero saber o nome de palco dela. Quero o nome de batismo. Quero o CPF, o endereço, o nome da mãe, a escola onde os irmãos estudam. Quero saber até que horas ela acorda e o que ela come no café da manhã.

A obsessão bateu forte. Eu não sabia a cor dos olhos dela por trás daquela máscara, mas eu conhecia o fogo que tinha neles. Era um desafio. Um convite pro inferno. Ela me chamou de troglodita, disse que o meu dinheiro não comprava a alma dela. Mal sabe ela que eu não quero comprar. Eu quero tomar.

Eu sou o tubarão desse oceano, e ela acabou de pular na água sangrando. Ela acha que pode ser "apenas uma dançarina" e sumir no meio da plebe? Engano dela. A partir do momento em que a mão dela encostou na minha pele, ela se tornou minha propriedade. Eu vou cercar cada saída, vou fechar cada porto, vou secar cada fonte de renda dessa mina até que ela não tenha nada. Até que a única mão estendida pra tirar ela da lama seja a minha.

— Damian, esquece essa mulher — Enrico tentou de novo, o idiota não sabe quando calar a boca. — Ela é problema. É orgulhosa demais, vai te dar dor de cabeça. Tem fila de modelo de passarela querendo o teu sobrenome, pra que se estressar com uma dançarina de boate?

Eu olhei pro meu irmão com o tédio de quem fala com uma criança.

— Porque as modelos são previsíveis, Enrico. A Pantera... ela tem vida. Ela tem ódio. E não existe nada mais prazeroso do que domar uma fera que acha que pode me morder.

Entrei no meu blindado, a mente já traçando as rotas de ataque. Eu não sei o nome dela, não sei onde ela se esconde, mas eu vou descobrir. Eu vou arrancar aquela máscara com os dentes se for preciso. Eu vou mostrar pra ela que a arrogância de um Valmont não tem limite, e que o amor... o amor é só uma palavra bonita pra descrever a corrente que eu vou colocar no pescoço dela.

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