PONTO DE VISTA: DAMIAN VALMONT
O cheiro residual de pólvora do estande de tiro e a imagem persistente daquela dançarina estóica não saíam da minha mente, como um zumbido incômodo que se recusa a parar. Fui para o meu apartamento na cobertura, o silêncio do luxo me recebendo, mas a raiva ainda pulsava sob a minha pele. Chamei uma qualquer, uma dessas garotas de catálogo que aceitam qualquer nota alta, buscando apenas um alívio físico, bruto e desprovido de significado. Mas, a cada estocada, a