Mundo de ficçãoIniciar sessãoEla foi cancelada. Ele está perdendo milhões. Angelique viu seu mundo de luxo desmoronar após a traição pública do namorado. Que para piorar espalhou mentiras cruéis que a transformaram no alvo de um cancelamento implacável. Sem voz e com a reputação em ruínas, ela precisa de uma saída drástica. Nolan, o arrogante capitão dos Chicago Vipers, é o "monstro do campo" e o terror das marcas. Com a fama de mulherengo fora de controle, ele está perdendo contratos publicitários por ser considerado não confiável. Ele precisa de uma imagem limpa; ela precisa de uma arma para sua vingança. O problema? Nolan é o mesmo homem que rejeitou Angelique no passado, deixando uma ferida que nunca cicatrizou. Agora, eles assinam um Contrato de Ódio. Um namoro de mentira para salvar as aparências. A regra é clara: nada de sentimentos. Mas entre o glamour das festas e a tensão elétrica do vestiário, a linha entre a encenação e o desejo começa a desaparecer. O ódio é real. O contrato é falso. Mas e a atração?
Ler maisAngélique Mayers
Já fazia mais de cinco anos que Nolan me rejeitou cruelmente, então, não conseguia acreditar que ele estava bem diante dos meus olhos agora. Pior, fazendo a proposta mais absurda que já escutei em toda a minha vida.
— Desculpe, acho que ouvi errado. — Ri, porque a única explicação que fazia sentido era que todo o cancelamento estava começando a finalmente me afetar. — Pensei ter ouvido que você quer namorar comigo.
Comecei a rir, mas a expressão dele endureceu, tornando-se cada vez mais severa. Percebi o momento em que a mandíbula travou e, assustada, o encarei tentando entender se aquilo estava mesmo acontecendo.
— Por que isso é tão engraçado? — ele questionou, visivelmente bravo.
Mas ele não tinha o direito de me culpar. HÁ cinco anos, eu era uma tola apaixonada que teria feito de tudo por ele. Fomos amigos por mais de nove anos, mas isso não o impediu de me rejeitar na primeira oportunidade. Pior, falar que nunca ficaria com alguém como eu. E, desde então, a nossa amizade acabou, e nos tornamos os piores inimigos declarados.
— Não sei! — cruzei os braços, meio defensiva. — Talvez porque você me despreza?
Nolan revirou os olhos. Sua paciência parecia estar acabando. Ótimo, porque a minha havia terminado a muito tempo. — Olha só. A minha fama está prestes a acabar com a minha carreira. Tudo pelo que lutei durante anos.
— E por que isso seria problema meu?
Aquela foi a primeira vez que o vi sorrir, mas não pareceu divertido como no passado. Aquele era o tipo de expressão de um homem maquiavélico, e droga, eu quis saber o que o infeliz estava tramando.
— Porque a sua também está à beira de desmoronar, Chuck.
— Não me chame assim! — Me exaltei, ao lembrar do maldito apelido. Para o mundo, eu era a Barbie, mas o desgraçado preferia me chamar pelo boneco amaldiçoado. E a cada vez que ele o fazia, as imagens do que eu poderia muito bem fazer com ele vinham e inundavam a minha cabeça.
Minha digníssima assessora e melhor amiga talvez não tivesse amor à vida por tê-lo deixado subir, mas tive certeza somente quando resolveu que aquele seria o melhor momento para se manifestar. Justo quando eu estava surtando.
— Por favor, Barbie, tenha calma. — Eva insistiu, segurando meus ombros quando percebeu que eu estava respirando rápido demais.
Meus olhos não conseguiam desviar da aparência do desgraçado. Lúcifer era lindo, e isso eu não podia negar. Talvez os cinco anos o tenham feito bem, afinal. No auge dos vinte e oito, eu ouvia histórias sobre ele. E, apesar das noites mal dormidas, dos escândalos e da fama de mulherengo, aquele homem ainda podia ter a mulher que queria. Então, por que justo eu? Justo a mulher para quem havia criticado tanto no passado?
Se fechasse meus olhos, ainda podia me lembrar da imagem. No passado, Nolan me dispensou de forma educada no início, mas então, quando ele saiu em direção aos vestiários, o segui, ainda que soubesse que aquela era uma área proibida para mulheres. E ainda bem que o fiz, porque foi quando eu finalmente entendi. Ele não me queria porque estava focado na carreira, muito menos porque não desejava me machucar. Era a mulher em seus braços a razão de tudo. O segredo sujo do quarterback número um do time da universidade. E talvez, se ele fosse um homem honesto, tivesse me dito a verdade.
O Lúcifer mente; o que eu esperava, afinal?
Agora ele estava parado na minha frente, pedindo que eu fosse sua namorada, mesmo com o fato de que o máximo de contato que tínhamos eram apenas breves interações nas reuniões do grupo de amigos ou nos malditos jogos de verdade ou consequência, dos quais eu sempre me recusei a participar.
Dei um passo para mais perto, não dando a mínima para a forma como ele encarava meu corpo exposto em uma camiseta curta e shorts que deixavam minhas pernas à mostra. — Não vou ser sua namorada, Lúcifer. Você nunca vai tocar em mim.
— Não tem que se preocupar com isso — ele disse, rude, mas despreocupado o bastante para me fazer acreditar que aquele homem não me desejava. — Você é a última mulher no mundo que eu procuraria para uma transa, não se preocupe.
Não consegui disfarçar a expressão de desgosto; no entanto, não recuei. Ergui o queixo e o encarei com mais firmeza, levando as mãos à cintura. — Se não quer isso, então por que a proposta ridícula?
O sorriso cruzou o rosto lindo mais uma vez, e Deus, juro que se não estivesse encrencada o bastante, teria sido aquele o momento perfeito para usar o meu réu primário.
— Um namoro de mentira, Chuck. — A gargalhada dele me irritou quando revirei os olhos. — Não vamos precisar de toques no privado para isso.
— Mas em público, sim?
— O que acha?
Suspirei, ainda mais irritada. — Não sou esse tipo de pessoa, Lucifer. Não engano meus seguidores em busca de mais fama. Tenho o que preciso bem aqui, e não vou me torturar a esse ponto apenas porque estou em uma fase ruim. — Abanei a mão, o expulsando da minha casa. — Você é popular com as mulheres, embora eu não consiga entender o que elas veem em você. — Os olhos dele brilharam em uma ironia não dita, e eu sabia o motivo. Era ele, jogando na minha cara que eu fui uma delas. — Por que não encontra uma louca o bastante para aceitar essa sua proposta ridícula, hein?
Nolan lambeu os lábios, ainda mantendo o mesmo sorriso arrogante no rosto. A mecha de cabelo castanho escuro foi arrastada para trás quando ele passou os dedos entre os fios, mas voltou assim que sua mão chegou à nuca, e eu odiei reparar nisso. — Por que você me odeia, Chuck. — Percebendo a confusão estampada no meu rosto, Lúcifer se aproximou um passo, colocou as duas mãos no meu rosto e me encarou, curvando-se até que nossos rostos estivessem no mesmo nível. Nossos olhos se encontraram, e não consegui deixar de notar as manchas verdes que maculavam o azul escuro dos olhos dele. — Namorando você, não tenho que me preocupar com sentimentos. Nunca me apaixonaria por alguém como você.
Nolan KingstonSabia que não devia ter aceitado que Angélique me encontrasse no maldito restaurante, mas, quando a infeliz me ligou com aquela voz sedutora, não resisti. Mesmo que tenha fingido uma certa resistência, a verdade era que ela teria conseguido qualquer coisa de mim falando daquele jeito.Sentado no bar, encarei o relógio pela décima vez, enquanto começava a cogitar me levantar e ir buscá-la em casa, como estava nos planos. O que me impedia, no entanto, era a ideia de que acabássemos nos desencontrando.Concentrei-me no suco sem graça, já que não podia beber quando estávamos na temporada regular, em que cada decisão minha impactava diretamente no título. E, por mais que eu adore uma farra, sei perfeitamente as consequências de perder alguns jogos nessa fase.— Boa noite, lindo. Sozinho aqui?Olhei a mulher loira sentada a meu lado, o sorriso enorme nos lábios pintados de vermelho, assim como o vestido caro que parecia ter sido projetado unicamente para chamar atenção. Linda
Angélique Mayers— O que ele reservou para o jantar? — Eva perguntou, enquanto eu finalmente conseguia desviar os olhos da repercussão que minha postagem havia causado.Coloquei o celular de lado, jurando que deveria ficar um pouco mais low profile depois que toda essa insanidade acabasse. O propósito de começar a me expor veio de um grito de independência, em que eu precisava me sentir eu mesma, e agora estava tão famosa que não podia simplesmente sair nas ruas desacompanhada.Mas droga, eu não tinha noção do que esse relacionamento com o Capitão mais amado de Chicago faria comigo ou com a minha carreira.— Não faço ideia. Nem sei do que você está falando, na verdade...Nolan havia saído há pouco mais de meia hora, deixando apenas o seu rastro de bagunça pelo meu banheiro, o cheiro masculino que insistia em emanar dele, mesmo que tenha usado todos os meus produtos de beleza disponíveis. Desconfio que tenha usado meu sabonete de rosto para lavar aquele membro monstruoso, mas não tenho
Nolan KingstonTalvez fosse uma hipocrisia do caramba o fato de que eu estava me sentindo usado, mas foda-se. Fui para o quarto da infeliz e me enfiei debaixo daquela água forte, com ducha tripla de alta pressão, percebendo que ficaria viciado nessa coisa. Mas, ainda que a água quente tenha servido para relaxar meu corpo, não fez o suficiente com o amigão pulsando no meio das minhas pernas, ou a minha cabeça sabotadora que insistia em remoer minha frase mais cretina.Deveria ser considerada insanidade bater uma no chuveiro da sua ex-melhor amiga, agora namorada falsa, mas eu fiz sem pensar nas consequências. É merda, minha mente me levou diretamente para ela. Ao beijo intenso e à forma como aquela coisinha arrogante e raivosa me afetou, como eu jamais seria capaz de admitir.Éramos como irmãos no passado, apesar de não termos qualquer parentesco. O que isso faz de mim agora, além de pervertido e hipócrita? Estava com raiva dela por ter me iludido daquela maneira, mas invadi o quarto d
Nolan KingstonNão estava preparado para aquilo, mas, quando Angélique se enfiou nos meus braços, minha reação mais irracional e primitiva tomou conta de cada centímetro de músculo do meu corpo. A invasão de sua boca foi suave comparada à forma como eu a comi com a minha, enfiando as mãos por baixo daquela camisola minúscula e gemendo quando encontrei nada menos que um filete minúsculo de renda que não deveria ser vendido como calcinha. A coloquei sentada sobre a bancada da cozinha, a mão possessiva presa com firmeza à nuca daquela infeliz. Não porque tivesse medo de que ela fugisse, mas pela surpresa da ousadia daquela mulher insana e a reação violenta com que o meu corpo reagiu a ela.Mas então, como se a névoa de desejo se dissipasse, uma porra de flash quase me cegou.— Que merda é essa? — Ronei, minha boca ainda colada à dela. Angélique ainda estava ofegante quando me afastei. A boca ao redor em uma tonalidade rosada discreta ao roçar minha barba matinal, os lábios inchados, aqu





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