Mundo de ficçãoIniciar sessãoOdiei Nolan Kingston por cinco anos. Desde o dia, na faculdade, em que ele destruiu a nossa amizade ao declarar que o inferno congelaria antes de ele me querer. Ele cresceu para se tornar o playboy mais implacável do futebol americano, e eu acabei em um escândalo público após ser traída pelo ex-namorado perfeito. Eu não queria vê-lo nem pintado de ouro, até que ele apareceu com uma proposta desastrosa: nos transformar no casal do momento. O contrato exigia sorrisos ensaiados, mãos dadas e quartos de hotéis compartilhados. A única regra? Nunca se apaixonar. Mas, longe dos holofotes, havia a natureza pregando peças, provocações ácidas, flertes e beijos que fugiam do roteiro. E descobri da pior forma que fingir paixão por Nolan Kingston era um caminho sem volta para a cama dele, e pior, para mais uma ferida aberta no meu coração.
Ler maisAngélique Mayers
Já fazia mais de cinco anos que Nolan me rejeitou cruelmente, então, não conseguia acreditar que ele estava bem diante dos meus olhos agora. Pior, fazendo a proposta mais absurda que já escutei em toda a minha vida.
— Desculpe, acho que ouvi errado. — Ri, porque a única explicação que fazia sentido era que todo o cancelamento estava começando a finalmente me afetar. — Pensei ter ouvido que você quer namorar comigo.
Comecei a rir, mas a expressão dele endureceu, tornando-se cada vez mais severa. Percebi o momento em que a mandíbula travou e, assustada, o encarei tentando entender se aquilo estava mesmo acontecendo.
— Por que isso é tão engraçado? — ele questionou, visivelmente bravo.
Mas ele não tinha o direito de me culpar. HÁ cinco anos, eu era uma tola apaixonada que teria feito de tudo por ele. Fomos amigos por mais de nove anos, mas isso não o impediu de me rejeitar na primeira oportunidade. Pior, falar que nunca ficaria com alguém como eu. E, desde então, a nossa amizade acabou, e nos tornamos os piores inimigos declarados.
— Não sei! — cruzei os braços, meio defensiva. — Talvez porque você me despreza?
Nolan revirou os olhos. Sua paciência parecia estar acabando. Ótimo, porque a minha havia terminado a muito tempo. — Olha só. A minha fama está prestes a acabar com a minha carreira. Tudo pelo que lutei durante anos.
— E por que isso seria problema meu?
Aquela foi a primeira vez que o vi sorrir, mas não pareceu divertido como no passado. Aquele era o tipo de expressão de um homem maquiavélico, e droga, eu quis saber o que o infeliz estava tramando.
— Porque a sua também está à beira de desmoronar, Chuck.
— Não me chame assim! — Me exaltei, ao lembrar do maldito apelido. Para o mundo, eu era a Barbie, mas o desgraçado preferia me chamar pelo boneco amaldiçoado. E a cada vez que ele o fazia, as imagens do que eu poderia muito bem fazer com ele vinham e inundavam a minha cabeça.
Minha digníssima assessora e melhor amiga talvez não tivesse amor à vida por tê-lo deixado subir, mas tive certeza somente quando resolveu que aquele seria o melhor momento para se manifestar. Justo quando eu estava surtando.
— Por favor, Barbie, tenha calma. — Eva insistiu, segurando meus ombros quando percebeu que eu estava respirando rápido demais.
Meus olhos não conseguiam desviar da aparência do desgraçado. Lúcifer era lindo, e isso eu não podia negar. Talvez os cinco anos o tenham feito bem, afinal. No auge dos vinte e oito, eu ouvia histórias sobre ele. E, apesar das noites mal dormidas, dos escândalos e da fama de mulherengo, aquele homem ainda podia ter a mulher que queria. Então, por que justo eu? Justo a mulher para quem havia criticado tanto no passado?
Se fechasse meus olhos, ainda podia me lembrar da imagem. No passado, Nolan me dispensou de forma educada no início, mas então, quando ele saiu em direção aos vestiários, o segui, ainda que soubesse que aquela era uma área proibida para mulheres. E ainda bem que o fiz, porque foi quando eu finalmente entendi. Ele não me queria porque estava focado na carreira, muito menos porque não desejava me machucar. Era a mulher em seus braços a razão de tudo. O segredo sujo do quarterback número um do time da universidade. E talvez, se ele fosse um homem honesto, tivesse me dito a verdade.
O Lúcifer mente; o que eu esperava, afinal?
Agora ele estava parado na minha frente, pedindo que eu fosse sua namorada, mesmo com o fato de que o máximo de contato que tínhamos eram apenas breves interações nas reuniões do grupo de amigos ou nos malditos jogos de verdade ou consequência, dos quais eu sempre me recusei a participar.
Dei um passo para mais perto, não dando a mínima para a forma como ele encarava meu corpo exposto em uma camiseta curta e shorts que deixavam minhas pernas à mostra. — Não vou ser sua namorada, Lúcifer. Você nunca vai tocar em mim.
— Não tem que se preocupar com isso — ele disse, rude, mas despreocupado o bastante para me fazer acreditar que aquele homem não me desejava. — Você é a última mulher no mundo que eu procuraria para uma transa, não se preocupe.
Não consegui disfarçar a expressão de desgosto; no entanto, não recuei. Ergui o queixo e o encarei com mais firmeza, levando as mãos à cintura. — Se não quer isso, então por que a proposta ridícula?
O sorriso cruzou o rosto lindo mais uma vez, e Deus, juro que se não estivesse encrencada o bastante, teria sido aquele o momento perfeito para usar o meu réu primário.
— Um namoro de mentira, Chuck. — A gargalhada dele me irritou quando revirei os olhos. — Não vamos precisar de toques no privado para isso.
— Mas em público, sim?
— O que acha?
Suspirei, ainda mais irritada. — Não sou esse tipo de pessoa, Lucifer. Não engano meus seguidores em busca de mais fama. Tenho o que preciso bem aqui, e não vou me torturar a esse ponto apenas porque estou em uma fase ruim. — Abanei a mão, o expulsando da minha casa. — Você é popular com as mulheres, embora eu não consiga entender o que elas veem em você. — Os olhos dele brilharam em uma ironia não dita, e eu sabia o motivo. Era ele, jogando na minha cara que eu fui uma delas. — Por que não encontra uma louca o bastante para aceitar essa sua proposta ridícula, hein?
Nolan lambeu os lábios, ainda mantendo o mesmo sorriso arrogante no rosto. A mecha de cabelo castanho escuro foi arrastada para trás quando ele passou os dedos entre os fios, mas voltou assim que sua mão chegou à nuca, e eu odiei reparar nisso. — Por que você me odeia, Chuck. — Percebendo a confusão estampada no meu rosto, Lúcifer se aproximou um passo, colocou as duas mãos no meu rosto e me encarou, curvando-se até que nossos rostos estivessem no mesmo nível. Nossos olhos se encontraram, e não consegui deixar de notar as manchas verdes que maculavam o azul escuro dos olhos dele. — Namorando você, não tenho que me preocupar com sentimentos. Nunca me apaixonaria por alguém como você.
Cinco anos atrásNolan KingstonO corredor da universidade era sempre um caos, tomado pelo barulho dos armários batendo, conversas ansiosas e o choro dos nerds ao descobrirem que a vida era diferente do colegial, e que nem toda genialidade compensava aqui.Lá no final, estava a garota da minha vida, sorrindo para mim, abraçada a uma quantidade indecente de livros acadêmicos.— Nolan, você realmente vai naquela festa na casa do Miller hoje à noite? — ela perguntou, os olhos azuis varrendo o meu rosto com uma intensidade que eu, na minha imaturidade de vinte e três anos, não soube decifrar. — Ouvi dizer que vai estar lotado e que... bom, que as garotas da torcida estão planejando algo. Você não acha que deveria descansar para o treino de amanhã?Eu soltei uma risada curta, ajeitando a alça da mochila no ombro. Eu estava no topo do mundo, o quarterback estrela com o futuro profissional praticamente garantido, e a preocupação de Angel me parecia apenas o cuidado habitual da minha melhor a
Nolan KingstonAinda me sentia ofegante, o peito subindo e descendo com uma violência que não era comum. Meus dedos ainda formigavam, e eu senti, como se minha alma tivesse se esvaziado por alguns segundos. Meus dedos, ainda trêmulos pela força do orgasmo, soltaram o rabo de cavalo dela, deixando que os fios caíssem como uma cortina úmida sobre seus ombros. Toquei o queixo dela com o polegar, erguendo seu rosto.Angélique ainda estava com a boca aberta, os lábios vermelhos e inchados, os olhos azuis nublados pelo prazer que tínhamos acabado de compartilhar. Eu a observei em silêncio por alguns segundos, apreciando a vista do rosto dela todo marcado por mim. Havia sêmen escorrendo pelo canto da sua boca, manchando sua pele pálida, uma assinatura da minha posse que me fazia sentir o homem mais poderoso e, ao mesmo tempo, o mais vulnerável da terra.Então, ela fechou a boca e engoliu. Devagar. Sem desviar o olhar do meu por um milésimo de segundo que fosse. E, por um instante, meu cérebr
Angélique MayersO frio contra a minha pele pareceu desaparecer no instante em que os braços fortes dele me envolveram. Mas não foram suas mãos o que realmente provocou o calor que parecia me queimar por dentro, e sim as palavras cruas, sinceras demais para que eu conseguisse evitar o rubor que se espalhou pelo meu rosto como uma praga. Quando ele me abraçou por trás, senti seu pau latejar contra a minha bunda, uma promessa rígida que me fez arquear as costas no mesmo instante.— Você não tem ideia do que eu vou fazer com você aqui, Chuck — ele rosnou, e a voz vibrou nas minhas vértebras enquanto ele espalhava beijos molhados.Nolan me puxou para mais perto, suas pernas fortes batendo na água enquanto ele nadava comigo engatada em seu corpo de uma forma que eu nem mesmo sabia que era possível. Atravessamos o véu gelado da cachoeira até ficarmos no espaço escondido atrás da queda d'água. Ali, o som era ensurdecedor e o mundo lá fora não existia. Ele me imprensou contra a rocha úmida e
Nolan Kingston— Você tem um cavalo?Me senti meio desconfortável, mas forcei um sorriso enquanto soltava a mão dela e colocava as rédeas no animal, o aproximando mais dela. A ideia de que Angélique odiasse a ideia de andar a cavalo estragava um pouco os meus planos. Sempre me imaginei aposentado e vivendo em um lugar como esse, e se ela não gostasse, então teríamos problemas no futuro.Os olhos dela se encontraram com os do Thor, e eu podia jurar que meu cavalo estava hipnotizado pela maneira como ela o encarava, sem desviar por um único segundo.— Nolan... Você tem um...— Eu sei, é tão estranho assim?Ela desviou o olhar do animal por um segundo, antes de se voltar para ele novamente. O gesto foi inesperado, porque imaginei que chegar perto dele seria a última coisa que ela faria. — Eu ia perguntar se ele é um Rocky Mountain Horse. Quer dizer, ele é estonteante... Eu nunca tinha visto um tão de perto.Foi a minha vez de ficar sem palavras. Como ela conhecia tanto de cavalos?— Você





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