Mundo de ficçãoIniciar sessãoSerá que existe uma tola capaz de buscar abrigo no primeiro homem que partiu seu coração, apenas para se esconder do segundo? Sim, existe! Angélique Mayers é essa garota tola!!! Ela era uma grande estrela, com um futuro brilhante e tudo o que as pessoas comuns imaginam: um namorado bonito, um casamento romântico... e uma traição inesperada. Sim, ela foi traída. E, no pior momento de sua vida, ela reencontrou Nolan Kingston, o homem que a rejeitou há 5 anos... — Por favor, não me entregue. — Ele percebeu a dor na voz dela e forçou seu rosto para cima. — O que aquele desgraçado fez com você? — Ele me traiu... e agora eu não tenho mais ninguém. — Seja minha. Vindo do playboy mais implacável do futebol americano, era uma proposta desastrosa. A única regra? Nunca se apaixonar. Mas, longe dos holofotes, o destino pregava peças. Entre provocações ácidas, flertes e beijos que fugiam do roteiro, qual escolha eles farão?
Ler maisAngélique Mayers
Nós nos casaríamos em dois meses, e agora meu marido estava em um hotel com outra mulher?!
— Nossa, eu te amo...
Ama? Ele a ama?
Brody falava aquilo para ela como se não tivesse me dito o mesmo a poucas horas, quando me ligou pela última vez dizendo que queria que eu estivesse aqui.
E agora? Agora ele estava na cama com outra mulher.
Vê-lo deitado naquela cama, com outra sentada sobre ele, me fez recuar. Brody olhou para a mulher com uma expressão que nunca tinha visto antes e gritou enquanto se movia cada vez mais depressa. Ele estava tão ansioso para comer aquela mulher que nem teve tempo de fechar a porta antes de se deitarem na cama.
— Brody... Fala para mim. Diga o que você pensa quando está deitado com ela...
Brody soltou um rosnado baixo, as mãos apertando com força os quadris dela para ditar o ritmo.
— Lexi... Agora não.
— Fala, Brody — Lexi insistiu. — Diz que eu sou muito melhor que ela.
Prendi a respiração, estática.
Também queria saber o que eu era nesse namoro, depois de dois anos.
O que eu fui para ele? O disfarce perfeito? Uma promoção na fama de um jogador que ninguém conhecia antes de mim?
Então eu o ouvi responder: — Você sabe que é, porra... Você é infinitamente melhor.
Ela riu, alto. A voz soando presunçosa entre os gemidos. — Ora, mas ela é uma grande estrela...
Brody acariciou o rosto dela de uma forma que nunca fazia comigo. — Não tanto quanto você, amor.
Amor. Ela estava conseguindo exatamente o que queria. Isso tudo era porque me odiava o suficiente para destruir tudo o que eu tinha, como havia prometido fazer desde que nos conhecemos? Foi naquele momento que me senti morrer, porque ele havia me traído, mas eu fui fiel por cada segundo em que ficamos juntos, e porque nunca olhei para outro por dois anos em que estivemos juntos.
Dois anos da minha vida jogados no lixo. Dois anos que me faziam sangrar no quarto de um hotel que eu invadi.
Dei dois passos para trás, como se tivesse sido atingida, porque, no fundo, eu realmente estava ferida de um jeito que ninguém podia curar. Foi o barulho do vaso caído no chão quando esbarrei em uma mesa no canto, o que fez o movimento dele paralisar.
— Você... ama ela? — Meu corpo dobrou para a frente quando o choro rasgado deixou minha garganta.
— Amor...
— NÃO ME CHAMA ASSIM! — gritei, mas só me fez chorar mais.
Eu não conseguia fazer isso parar. A sensação de que o chão havia sumido dos meus pés, e de que não existia mais homem no mundo em que eu pudesse confiar, me golpeou. Quando ergui meus olhos, Brody havia saído da cama, mas ela estava sorrindo.
Foi ela que mandou a mensagem.
Minhas pernas dobraram diante da dimensão daquela dor terrível. Era como ser partida ao meio. Eu tentava segurar o choro, mas parecia inútil. — Dois anos, Brody. Dois anos em que fiquei do seu lado, mesmo destruída. Mesmo quando você implorava para confiar em você... e você... você amava outra?
— Não... não é o que você está pensando!
Ergui os olhos, sentindo minha visão arder. Ele estava aflito, mas de que importava?
Quando tentou me tocar, eu me arrastei no chão, sem me preocupar se parecia patética. Aquilo tudo tinha que ser um pesadelo...
— Me perdoa...
Perdoar? Eu não conseguia perdoar a mim por ter acreditado nele.
— Acabou... — Minha voz saiu como um sussurro rouco.
Desviei do toque, ainda sentindo dor, fiquei de pé e me arrastei para fora daquele quarto, enquanto meu ex-noivo gritava o meu nome e se vestia apressado. Eu sabia que ele viria atrás e que me obrigaria a escutar, mas eu não queria falar com ele. Não queria nunca mais ter que olhar para aquela cara mentirosa. Por isso eu testei as portas, até que a quinta se abriu como um milagre.
Eu ainda estava chorando sem vergonha nenhuma, com o rosto vermelho e a maquiagem arruinada, quando me bati com algo rígido e alto o suficiente para bloquear minha visão. As mãos dele agarraram minha cintura, e eu me enchi de desespero.
— Ora, ora... Eu sabia que você me queria, Mayers. Mas não achei que precisaria esperar cinco anos para você finalmente criar coragem e arrombar a porta do meu quarto só para me ver pelado.
Meu corpo inteiro congelou nos braços dele.
Não... ele não! Meu sangue congelou nas veias.
Há cinco anos atrás, eu fui rejeitada por essa mesma voz, e agora ele estava ali, no pior momento da minha vida.
— Nolan?
— Esperava alguém diferente? — Ele sorriu. — Devo acreditar que você sai invadindo quartos de desconhecidos?
Os passos no corredor me fizeram fechar os olhos. — Angélique, onde você se enfiou? Volta aqui! — Brody gritou. — Amor, eu só quero conversar...
O sorriso do idiota aumentou. — Ele está atrás de você e não faz ideia de que se trancou no quarto com o rival dele? Interessante...
— Por favor, não me entrega. — Ele percebeu a minha voz de dor e forçou meu rosto para cima.
— Você está tremendo, Mayers. O que aquele desgraçado fez com você?
Eva Quase três depois de sair desse lugar, eu estava de volta com um medo latente e a sensação era de que a minha vida estava prestes a desmoronar. Como se tudo pelo que tive que passar sozinha já não tivesse sido o bastante. Eduard estava ao meu lado, como um pequeno adulto sério e inteligente demais para a pouca idade.Eu já não era mais a mesma mulher que deixou essa cidade. Com o cabelo solto, eu costumava chamar atenção por onde passava, e odiava isso. Foi justamente o que me fez ser expulsa do programa médico. Mas ser feia me fez alvo de uma aposta que destruiu a minha vida, então, o que eu deveria fazer?A verdade era que o que aconteceu entre mim e Rowan ainda não havia sido superado. Ele roubou meus sonhos, a nossa vida!Ele tinha um filho que não conhecia. Mas alguém como ele já não tinha o direito de exigir nada quando se negou a me ouvir. Rowan não tinha o direito de conhecer o filho quando achou que era só mais uma tentativa de prendê-lo a mim.A verdade era que ele não
Angélique Mayers Nada é para sempre. Todos os escândalos ficaram para trás em algum momento, e agora eu estava prestes a ser apresentadora de um programa sobre transformação de beleza.Ainda falava com Eva, e, apesar de sentir que havia algo de errado com a minha melhor amiga, não queria ser invasiva. Ela estava prestes a vir a Chicago, com o filho que Rowan desejava, mas que não fazia ideia de que existia.Seria um caos. Minha mãe morreu um ano depois de ser presa. Ela não aguentou a pressão de apanhar todos os dias por detentas que não lidavam bem com matricidas. Apesar de a zona Mayers ter tentado pagar por proteção, foi deixada à própria sorte entre ela e sua consciência.Em dois de fevereiro, recebi a ligação de que ela havia se enforcado na cela, com o lençol branco da cadeia. E sim, eu sei que foi pesado e que não posso dizer que me sentia indiferente ao que aconteceu. Mas não havia culpa em mim. Eu lidei bem com tudo o que aconteceu, considerando que ela nunca foi realmente
Nolan KingstonJuro que, se alguém me perguntasse onde eu estaria daqui aos meus trinta anos, provavelmente eu teria dito que jogando na NFL, sendo o bicampeão e casado com a porra da mulher mais incrível do planeta.Bom, tudo tinha se realizado.Quer dizer, a parte de ser bicampeão estava para acontecer assim que eu cruzasse o caralho da linha final e fizesse o meu quarto touchdown da noite.Veloz como sempre, não consegui completar o passe, mas não importava, porque meu melhor amigo, em uma recuperação milagrosa, estava bem ao lado. Rowan ainda sentia fortes dores nos joelhos e quase desistiu dos jogos, mas aqui estava, resistindo pela última vez antes de ter que assumir os negócios do avô, que já não estava mais em condições de ser CEO.O vi cruzar a linha e lançar a bola contra o chão assim que o tempo marcou um segundo. Tudo parou depois disso. A arquibancada explodiu em comemorações; o técnico, assim como toda a equipe, vendo o placar apertado, correu para o gramado ao se juntar
Nolan KingstonAcordei em um ambiente banhado pela meia-luz que entrava no quarto. Assustado, arregalei os olhos e me levantei de uma vez, percebendo só naquele momento que havia uma agulha enfiada no meu braço. — Puta que pariu, cadê minha mulher!Ouvi o chiado que pedia silêncio logo em seguida e, em pânico, me virei. Angélique estava deitada na cama, parecendo tão linda e arrumada que nem parecia ter acabado de dar à luz ao nosso filho.Meu coração, no entanto, demorou para desacelerar. Olhei meus pés, com as mãos na cintura, e respirei fundo algumas vezes.Glen estava dormindo num pequeno berço transparente ao lado da cama, o corpo completamente embrulhado em uma manta amarela que eu reconhecia muito bem. Aquilo era marca registrada da família Kingston, passada por gerações de filhos. Isso significava que meus pais haviam estado aqui, e eu, como um marido inútil, havia apagado durante o parto.— Angel, me perdoa. Eu...O sorriso dela cresceu. — Tudo bem. Na verdade, foi até um pou





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