O céu de Moscou estava carregado naquela manhã, cinzento e pesado como chumbo. Amélia acordou inquieta, com a estranha sensação de que algo estava prestes a acontecer. Ela se levantou, deixou Maxim ainda adormecido na cama, e caminhou até a janela. Do lado de fora, a neve caía lentamente, pintando as ruas com um manto branco silencioso.
Mas, para Amélia, nada parecia tranquilo.
Era como se o ar estivesse diferente. Denso, carregado.
Aquela paz que reinava há semanas parecia frágil, como vidro