Amélia
O mundo voltou aos poucos. Um gosto metálico na boca, a garganta seca, os olhos pesados. Amélia tentou se mexer, mas os braços estavam presos. As pernas também. Havia uma dor incômoda na nuca, como se tivesse levado uma pancada.
— Onde…? — sussurrou, a voz fraca, quase um lamento.
Ela olhou em volta tentando se concentrar e descobriu onde estava.
A luz da sala era amarelada, fraca, tremeluzente. As paredes de pedra pareciam antigas. Havia um cheiro de mofo, de umidade, de isolamento.