O sábado amanheceu preguiçoso, e o sol atravessava as frestas da cortina do meu quarto. Eu já estava acordada há algum tempo, mas ainda deitada na cama, os olhos perdidos no teto, e o convite da Lara para o boliche não saía da minha cabeça. Mais do que o passeio em si, eu não conseguia parar de pensar que o Arthur também estaria lá.
Na cozinha, o cheiro de café fresco se misturava ao som do rádio antigo. Minha mãe, Mariana, vestia o avental florido de sempre e mexia distraída na panela de leite