~Narrado por Arthur~
O relógio marcava quase dez da noite quando percebi que estava há horas encarando o teto de madeira com desenhos esculpidos à mão.
O quarto, amplo e sofisticado, cheirava a madeira polida e ao perfume caro da casa — um casarão antigo, de linhas retas e janelas que davam para um jardim perfeitamente simétrico.
Era a típica residência dos Vilela: luxuosa, fria e silenciosa.
O tipo de silêncio que pesa.
Já havia se passado algumas semanas, e cada vez que o celular vibrava, eu