Os dias seguintes à conversa no banheiro foram um turbilhão silencioso.
Maria Fernanda não disse mais nada diretamente a mim, mas o modo como me olhava nos corredores dizia tudo. Era um olhar frio, calculado — daqueles que te despem por dentro, procurando alguma fraqueza para explorar. Eu fingia não perceber, mas a cada passo pela Averly, sentia o peso de ser observada.
Arthur, por outro lado, parecia ainda mais presente. Me esperava na entrada da aula, me chamava para estudar juntos, às vezes