~Narrado por Arthur~
Eu ainda sentia o perfume dela quando entrei em casa naquela manhã. A lembrança da noite anterior com Isabela ainda latejava em mim — o toque dela, o olhar doce, o jeito como estava arrepiada, sua pele quente, o quanto tudo foi puro.
Mas bastou atravessar o hall para sentir o ar denso.
Meus pais estavam à mesa do café, e o clima era pesado. O jornal dobrado, o silêncio absoluto. Meu pai levantou o olhar.
— Arthur… sente-se — disse ele, com a calma que sempre precedia a temp