~Narrado por Arthur~
Fazia menos de doze horas desde que a deixei em casa, e parecia uma eternidade.
O carro cortava as ruas ainda silenciosas da manhã, e a chuva fina batia no para-brisa, formando pequenos rios preguiçosos. Eu dirigia em silêncio, mas minha mente estava longe do volante.
Cada curva me levava de volta à noite passada — o veludo preto do vestido da Isa, o sorriso tímido, o cheiro leve do perfume que ficou no banco do carro. Ainda podia sentir o gosto do beijo, a respiração acele