DOMINICK
O avião particular pousou em solo siciliano às três da manhã.
Palermo dormia sob um céu carregado. As ruas antigas, com suas vielas estreitas e pedras molhadas pela chuva da noite anterior, pareciam guardar o silêncio de séculos de guerras. Dominick Santorini desceu da aeronave com os olhos sombrios e os punhos fechados. Ele não vinha como diplomata. Não vinha como herdeiro. Vinha como uma bomba relógio.
Henrique estava ao lado, trajado de preto, com uma pasta em mãos e a expressão sis