LAURA
O aroma do café fresco contrastava com a tensão que pairava sobre a cozinha da mansão Santorini.
Laura mexia a bebida devagar, sem sequer levá-la à boca. Desde o sequestro, não havia dormido direito. Ainda sentia o toque do homem que a arrancou do carro, o cheiro do pano encharcado que lhe cobriu o rosto, o olhar do traidor dentro da própria casa. A dor física havia passado, mas as cicatrizes emocionais eram mais profundas.
Ela olhou para o jardim pela janela. Lá fora, Dominick estava com