Naquela noite, Evelyn não conseguiu dormir.
O quarto de hóspedes na casa de Lucas era simples, aconchegante, decorado com tons neutros e quadros em preto e branco que, inevitavelmente, pareciam refletir pedaços dele — do silêncio que carregava, da arte que criava, da dor que escondia.
Ela ficou deitada por horas, encarando o teto, com a carta de Benjamin repousando na mesinha de cabeceira. As palavras dançavam em sua mente como se estivessem sendo ditas de novo, em voz baixa, misturadas ao som