A carta começou com o nome dela, escrito como se Benjamin ainda estivesse vivo, como se cada letra carregasse o peso e o cuidado de quem conhece uma alma até nas fissuras.
"Evelyn,"
Lucas se afastou alguns passos, respeitando o espaço dela. Evelyn sentou-se no deque de madeira, com as pernas cruzadas, os dedos trêmulos segurando o papel envelhecido. A chuva agora era só uma garoa sutil, como se o céu também tivesse se calado para ouvir.
"Se você está lendo isso, significa que a vida seguiu sem