A noite avançava devagar, como se soubesse que havia algo precioso demais acontecendo ali dentro daquela casa. Evelyn, ainda descalça, havia deixado o caderno sobre a mesa da sala e agora estava sentada ao lado de Lucas no sofá, as pernas encolhidas e os pés encostando nos dele, num gesto tão natural que parecia antigo.
A janela entreaberta deixava entrar o som abafado da cidade e a brisa suave que mexia de leve as cortinas. Lucas segurava uma caneca com chá, mas já fazia minutos que não tomava