A tarde caiu com uma delicadeza quase cinematográfica. A luz dourada do fim do dia invadia a varanda da casa em Asheville, desenhando sombras nas páginas do caderno de Evelyn, que permanecia aberto, mas esquecido ao seu lado.
Ela e Lucas estavam sentados ali há algum tempo, em silêncio. Não aquele silêncio desconfortável de quem não sabe o que dizer, mas o silêncio bom, cheio de significado, onde as presenças falam por si.
Lucas tocava violão baixinho, os dedos deslizando pelas cordas com famil