A noviça e o CEO,  segredos obscuros.

A noviça e o CEO, segredos obscuros.PT

Romance
Última actualización: 2026-01-16
Natália Gonçalves   Recién actualizado
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Resumen
Índice

Noviça e o CEO em Segredos Obscuros Às vésperas de fazer seus votos, Maria Carolina Corrêa aceita um estágio que deveria fortalecer sua fé — não colocá-la à prova. Na maior empresa de tecnologia do país, ela conhece Márcio Diniz Mormente, um CEO poderoso, arrogante e cercado por segredos. Entre fé e desejo, silêncio e poder, nasce uma ligação proibida capaz de destruir certezas, reputações e escolhas feitas diante de Deus. Quando segredos obscuros vêm à tona, amar pode se tornar o maior dos pecados.

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Capítulo 1

Capítulo 1

Maria Carolina Corrêa

O que se perde cedo demais

Sou Maria Carolina Corrêa, mas quase ninguém me chama assim. Desde muito cedo, aprendi que nomes longos carregam expectativas demais. Carol é mais simples. Menos pesado para uma criança. Mais fácil de caber no mundo — ou no silêncio dele.

Eu tinha cinco anos quando comecei a entender que o amor não é garantido. Que ele pode desaparecer sem aviso, sem explicação, sem deixar instruções de como continuar respirando depois.

Minha tia Maria Helena era tudo o que eu tinha. Não apenas uma parente distante que assumiu uma responsabilidade, mas alguém que me escolheu todos os dias. Ela cheirava a sabonete de lavanda e café recém-passado. Gostava de cantar enquanto varria a casa, desafinando de propósito só para me fazer rir. Dizia que Deus falava baixo, por isso a gente precisava aprender a escutar. Foi com ela que aprendi a rezar, mas também a fazer perguntas. A confiar. A existir.

Quando ela morreu, o mundo não acabou de forma dramática. Não houve gritos, nem desespero público, nem cenas que merecessem memória cinematográfica. Foi um acidente de carro. Eu era pequena demais para entender a lógica da morte — tinha apenas sete anos —, mas grande o suficiente para sentir o impacto.

O que houve foi silêncio.

Um silêncio tão grande que parecia ocupar todos os espaços da casa. O quarto. A cozinha. O corredor. E, depois, dentro de mim. Um silêncio que não explicava nada, não confortava, não prometia que tudo ficaria bem.

O marido dela nunca me quis. Isso ficou claro no dia do enterro. Ele evitou meus olhos o tempo inteiro, como se eu fosse um erro de cálculo, um detalhe inconveniente de uma vida que ele precisava reorganizar rápido demais para permitir sentimentos. Não houve palavras duras. Não foi necessário. A indiferença foi suficiente.

Uma semana depois, ele me levou até um orfanato.

Lembro da placa azul desbotada, do portão de ferro alto demais para alguém da minha altura, e do som seco que fez quando se fechou atrás de mim. Um som definitivo. Sem eco. Sem retorno.

Aquele som ainda mora em mim.

Cresci entre paredes brancas, regras rígidas e camas perfeitamente alinhadas. No orfanato, aprendi cedo que sobreviver exigia adaptação. Não chorar alto demais. Não pedir demais. Não esperar demais. As freiras eram firmes. Algumas gentis, outras apenas corretas. Mas todas acreditavam que disciplina era uma forma de amor.

Talvez fosse.

Foi ali que descobri o silêncio como abrigo. Enquanto outras meninas reclamavam dele, eu me sentia protegida. Enquanto brincavam, eu lia. Os livros se tornaram meu refúgio, meu território seguro. Entre páginas, ninguém me abandonava. As histórias sempre continuavam.

O estudo passou a ser meu lugar no mundo. E a fé… a fé veio quase sem esforço. Deus parecia constante demais para ser ignorado. Diferente das pessoas, Ele nunca foi embora. Nunca se ausentou sem explicação.

Nunca me deixou esperando respostas que não vinham.

Quando decidi entrar para a ordem religiosa, ninguém se surpreendeu. Nem as freiras. Nem as meninas que cresceram comigo. Nem eu mesma. Tornar-me noviça foi menos uma escolha consciente e mais um reconhecimento silencioso de quem eu já era.

A vida religiosa me oferecia algo raro: pertencimento sem exigência de sangue. Promessas claras. Regras que diziam exatamente como viver. Um caminho definido, sem improvisos perigosos. E, acima de tudo, silêncio.

Eu gostava disso.

Gostava de saber onde começar e onde terminar. De acordar com horários fixos, de rezar palavras que já tinham sido ditas por gerações inteiras antes de mim. Havia conforto em não precisar decidir tudo sozinha.

Com o tempo, comecei a acreditar que aquela era a minha vocação. Não como sacrifício, mas como continuidade. Como se toda a minha história tivesse me conduzido naturalmente até ali.

Talvez tivesse mesmo.

Naquele momento da minha vida, eu não sentia falta de nada. Não desejava mais do que já tinha. Não questionava o caminho. A ausência tinha se tornado familiar demais para doer.

Eu ainda não sabia — mas aprenderia — que silêncios podem ser abrigo…

ou aviso.

E que algumas promessas só existem para serem colocadas à prova.

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