— Visão de Márcio Diniz
Eu saí da sala de reuniões antes que alguém tivesse coragem de dizer qualquer coisa.
Não bati a porta. Não levantei a voz. Não precisei. O silêncio que deixei para trás foi mais pesado do que qualquer explosão. Caminhei pelo corredor envidraçado com passos firmes, sentindo os olhares me acompanharem com cautela. Ninguém ousou perguntar nada. Ninguém nunca ousa.
Pessoas me cumprimentavam. Eu respondia por reflexo.
Tudo seguia como sempre. Menos eu.
A imagem dela não saía