Maria Carolina Corrêa
O silêncio dele me acompanhou o dia inteiro.
Não foi a arrogância, nem o tom duro, nem sequer a forma como me olhou de cima a baixo quando derrubei o café em seu terno impecável. Foi o silêncio. A ausência de palavras depois da discussão, o olhar fechado, distante, como se eu tivesse tocado em algo que não deveria.
Saí da sala sentindo o chão menos firme sob meus pés.
Caminhei pelos corredores de vidro da empresa com as mãos entrelaçadas à frente do corpo, tentando manter