Capítulo 12

MARCIO DINIZ MORMENTE

A noite caiu sem pedir permissão.

As luzes da cidade acenderam uma a uma, refletidas no vidro do meu escritório como constelações artificiais. Permaneci ali depois que todos foram embora. Gosto desse horário. É quando os prédios param de fingir que são apenas concreto e assumem o que realmente são: fortalezas de decisões tomadas à sombra.

Servi um uísque, mas não bebi. O copo ficou intocado sobre a mesa, como tudo o que eu evitava encarar de frente.

Eu tinha dado ordens.
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