Marcio Diniz Mormente
Depois que ela saiu, o escritório ficou pequeno demais.
Não fisicamente — aquele espaço tinha sido projetado para impor presença, para lembrar quem manda antes mesmo que eu dissesse qualquer palavra. Mas, naquele momento, as paredes pareciam guardar ecos que não eram meus. O som da porta se fechando ainda vibrava em algum lugar entre o vidro e a memória.
Maria Carolina não tinha pedido nada. E isso continuava sendo o que mais me incomodava.
Voltei para a mesa e abri o pro