O som da sirene não era estridente, mas mesmo na madrugada, era o suficiente para atrair olhares dos vizinhos mais atentos. Cecília apertou a alça da bolsa junto ao corpo, como se ainda pudesse proteger alguma parte do que já havia sido violado. Enrico a guiou até a porta, mantendo o toque firme nas costas dela — um gesto sutil, mas constante, como se dissesse: estou aqui.
Dois policiais fardados desceram da viatura. Um deles, mais jovem, aproximou-se com um caderno de anotações e um olhar empá