Enrico demorou um instante para reagir, como se o mundo tivesse desacelerado ao redor. Ele a encarava, os olhos fixos nos dela, tentando absorver a dimensão daquilo. Cecília já desviava o olhar, mordendo o lábio, nervosa com a própria coragem.
— Repete — ele pediu, a voz baixa, quase rouca, como se temesse que a realidade escapasse entre os dedos.
Ela virou o rosto devagar, surpresa com o pedido.
— O quê?
— Repete — insistiu, inclinando-se mais perto. — Quero ouvir de novo.
Cecília respirou fun