Mundo de ficçãoIniciar sessãoIsabella Andrade só queria fugir. Após descobrir que sua própria irmã se casaria com seu ex, ela comprou a primeira passagem disponível e acabou nos braços de um estranho magnético em uma sala VIP de aeroporto. Sem nomes, sem promessas, apenas uma entrega ardente que mudou seu destino. Dois meses depois, desempregada e desesperada, Bella aceita um cargo de babá com um salário irrecusável. As regras são rígidas: cuidar da pequena Sofia e, acima de tudo, nunca cruzar o caminho do recluso patrão. Mas o destino é cruel. Quando um imprevisto quebra a rotina, Isabella fica cara a cara com o dono da casa. Rafael Mendes não é apenas um advogado implacável; ele é o homem daquela noite inesquecível. Agora, presa sob o mesmo teto que o homem que assombra seus sonhos, Bella guarda um segredo que cresce em seu ventre: ela está esperando o herdeiro do seu chefe. Ele busca ordem; ela carrega o caos. O que acontecerá quando a verdade sobre aquela noite de luxúria vier à tona?
Ler maisRafael MendesMeus dedos apertavam o volante do carro preto com tanta força que eu podia sentir as juntas estalarem. O silêncio dentro da cabine era sepulcral, interrompido apenas pelo ronco do motor e pelo chiado estático do sistema de som, de onde a voz de Clarice tinha acabado de destilar seu veneno.Ela achava que tinha vencido. Achava que a semente da dúvida sobre o bebê era o golpe de misericórdia. Mas Clarice, em toda a sua arrogância, cometeu um erro fatal: ela não conhecia a precisão da minha memória.Fechei os olhos por um segundo, e a imagem me atingiu como um soco. O aeroporto. A luz âmbar da sala VIP. Isabella, antes de ser a "Andrade", antes de ser a babá da minha filha, era apenas uma mulher tomando vinho, exalando uma solidão que me atraiu como um imã. Eu lembrava de cada centímetro de pele, do calor do banheiro onde nos trancamos, do jeito que ela sussurrou meu nome antes de sumir naquele aeroporto. Não houve outro homem. Eu sabia disso com a mesma certeza com que sab
Isabella A luz vermelha pulsava sob o tecido da boneca de pano, um ritmo constante, hipnótico e mortal. Um... dois... três... Cada batida era um segundo que a vida de Sofia — e a minha — se esvaía. Olhei para o rosto angelical da minha pequena, dormindo alheia ao fato de que abraçava um detonador. Clarice não estava blefando. Minha madrasta sempre teve um prazer sádico em transformar a inocência em arma. Senti meu estômago revirar, uma pontada de pânico atingindo o bebê em meu ventre. — Ninguém se mexe. — A voz de Rafael saiu como um chicote, baixa e autoritária. Ele não era mais o homem que eu amava; era o Tubarão calculando as chances de sobrevivência em um tribunal onde o juiz era um carrasco. — Gabriel, o carro preto? — Rafael perguntou ao viva-voz, sem tirar os olhos da boneca. — Está parado no portão, Rafael. Motor ligado. Não há ninguém no banco do motorista. É um comando remoto ou o carro está sendo vigiado por um sniper. — A voz do delegado Gabriel tremia levemente pel
IsabellaO silêncio que tomou a sala após a foto foi mortal. Rafael apertou o celular com tanta força que os nós de seus dedos ficaram brancos, a mandíbula travada em uma linha de puro ódio. Eu mal conseguia respirar. Joaquim, o motorista que sempre me cumprimentava e me fazia sentir melhor com suas palavras ou com um aceno respeitoso ao me levar para os compromissos com Sofia, estava ajoelhado, com o cano de uma pistola pressionado contra sua têmpora.— Aquela desgraçada... — Rafael rosnou. O som era gutural, vindo do fundo de sua alma.Minha mão subiu, instintivamente, para o meu ventre. Ali, o segredo que eu tentava proteger a todo custo pulsava. Clarice, minha madrasta — a mulher que transformou minha infância em um deserto de afeto — agora tinha o controle da vida de um homem inocente apenas para nos atingir.Antes que Rafael pudesse reagir, o celular apitou novamente. Uma mensagem curta, seca e carregada do sadismo que era a marca registrada de Clarice:"Vocês têm uma hora. Venh
Isabella O silêncio que se seguiu ao desligamento da chamada de Clarice era mais pesado que o concreto. Eu conseguia ouvir o tique-taque do relógio de parede, cada batida soando como uma contagem regressiva para a vida de Joaquim. Olhei para Rafael. Ele parecia ter envelhecido décadas em segundos. Seus olhos verdes, antes focados em mim com desejo e proteção, agora saltavam entre eu e April como se ele estivesse tentando resolver uma equação impossível.Minha mão desceu, instintivamente, para o meu ventre ainda plano. Ali, o fruto do nosso amor — ou do nosso caos — estava começando a existir. E a mulher que Rafael acreditava ter perdido para sempre estava parada na nossa frente, como um espectro acusador.— April... — Rafael deu um passo, a voz carregada de uma mágoa antiga. — Você precisa falar. Por que você fugiu naquela noite? Por que me deixou enterrado em um luto que quase me destruiu? O que os Andrade tinham contra você que te fez me abandonar?April desviou o olhar. Ela aperto





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