129. Ferida invisível
Eu acordei deitada de lado, abraçando o travesseiro como se ele fosse responsável por explicar o que eu tinha sentido na noite anterior.
O que era ridículo.
Dante não apareceu.
Nem um rastro, nem um olhar perdido, nem um “boa noite” cínico.
Eu deveria estar comemorando.
Mas havia um espaço estranho dentro de mim.
Não vazio.
Mais como… um ponto de pressão.
Um incômodo.
Um arranhão profundo no ego.
Eu desci para a cozinha da mansão só por teimosia, dizendo pra mim mesma que queria café — quando,