132. O Azul que ficou
Acordei com a sensação incômoda de que alguém tinha deixado a noite anterior em aberto dentro de mim — ou melhor, duas noites atrás, desde a festa de gala. Como se algo estivesse suspenso no ar, pendurado, aguardando decisão.
Mas eu já tinha escolhido: vida normal. Rotina. Trabalho. Foco. Dante? Caixa lacrada. Precisava aproveitar para focar em algo novo. Não estava disposta a voltar para a mansão e ficar sob a vigilância de Dante, então resolvi que passaria uns dia em meu apartamento e retorna