131. Dona de mim.
Acordei sem saber que horas eram.
O vestido ainda jogado no chão.
A maquiagem borrada.
O gosto amargo da noite anterior ainda grudado no céu da boca.
Mas não chorei.
O que quer que tivesse dentro de mim, já tinha secado.
Agora restava só um vazio irritado.
Um vazio que queimava como uma ferida recém-fechada.
Tomei banho devagar, deixando a água quente arder na pele — como se pudesse apagar a lembrança de como Dante passou por mim como se eu fosse invisível.
Como se eu nunca tivesse sid