135. A cena montada
Eu não sei exatamente em que momento percebi que Matteo não estava dirigindo na direção da mansão.
Acho que foi quando ele entrou numa avenida que eu sabia que não levava a lugar nenhum que Dante chamaria de “encontro”.
— Matteo… isso não é o caminho para a mansão. — Minha voz saiu baixa, mas firme.
Ele não respondeu.
Apenas manteve as mãos no volante, rígidas, quase brancas na curva dos dedos.
— Você disse que eu precisava ver alguma coisa.
— Precisa — ele confirmou, ainda encarando a estrada.