ISABELLA
A madrugada era silenciosa, interrompida apenas pelo som do monitor cardíaco e o tic-tac do relógio.
Alessandro dormia sentado ao lado da minha cama, os dedos entrelaçados nos meus, como se tivesse medo que eu desaparecesse se soltasse.
Fiquei observando o rosto dele.
Tão calmo quando dormia… tão diferente do homem que o mundo via.
Mas eu sabia o que se escondia por trás daquela calma.
Medo.
O mesmo medo que eu sempre carreguei — de perder o controle, de falhar, de amar alguém o basta