ALESSANDRO
Chiara estava amarrada à cadeira no centro do porão, as luzes frias refletindo no suor que escorria de sua testa. Tentava manter a postura — cabeça erguida, queixo desafiador — mas o leve tremor nas mãos a entregava.
Mesmo assim, ela riu. Aquela risada falsa, aguda, que apenas os que acham que ainda têm controle conseguem sustentar.
— Então é isso? — zombou. — O grande Alessandro D’Amato, reduzido a interrogador. Pensei que fosse mais divertido.
Cruzei os braços, sem responder. Apre