A manhã nasceu lenta, como se Curitiba tivesse decidido falar baixo. Vivian colocou o celular no modo silencioso e escreveu num papel preso com fita na parede do quarto: “Hoje não sou Scarlett. Hoje sou só irmã.” Repetiu a frase em voz baixa, como quem treina um músculo esquecido. No espelho, prendeu o cabelo ruivo em trança simples, passou um hidratante comum e guardou a nécessaire de maquiagem no fundo do armário. A personagem ficou do lado de fora. Dentro, respirava apenas a menina da estrad