O restaurante parecia uma fotografia antiga: madeira escura, taças translúcidas, guardanapos de linho em dobras severas. A placa “fechado para evento” na porta era mais uma cortina do que um aviso. Scarlett entrou como quem atravessa um quadro, sentindo o ar calibrado para parecer neutro — nem frio, nem quente, apenas sem memória. Um maître sem nome a conduziu por um corredor de espelhos até um salão onde quatro homens conversavam com a naturalidade de quem jamais precisou pedir licença.
— Bem-